Quanto custa um site e o que entra nesse preço

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De zero a dezenas de milhares de reais — e os dois extremos são preços normais. A diferença está no que ninguém explica.

Você pede orçamento para três pessoas e recebe R$ 400, R$ 3 000 e R$ 12 000 pela "mesma coisa". A conclusão natural é que alguém está tentando te enganar. Quase nunca é isso: os três estão vendendo trabalhos diferentes com o mesmo nome.

A pergunta útil não é quanto custa. É o que está incluído.

Os quatro caminhos e suas faixas

Fazer você mesmo — R$ 0 e duas a três semanas

Construtor no plano grátis: endereço em subdomínio da plataforma e propaganda do serviço na sua página. O gasto real não é dinheiro, é tempo — a estrutura sai em uma noite, os textos levam semanas, porque quem escreve é você.

Gerar com IA — R$ 0 e uma noite

A página sai pronta em minutos, com textos e fotos. Depois você revisa, troca preços e contatos e decide onde ela vai morar. Serve muito bem para ter um rascunho e descobrir que blocos a página precisa ter.

Freelancer — de R$ 500 a R$ 4 000, de dois dias a duas semanas

Uma pessoa faz tudo: estrutura, textos, layout, publicação. O piso é uma página simples com material pronto do cliente. O teto envolve layout exclusivo, textos escritos do zero e integrações. A distância entre os dois é enorme porque a palavra "site" não diz nada sobre o tamanho do trabalho.

Agência — a partir de R$ 5 000 e a partir de um mês

O mesmo trabalho, mais gerente de projeto, designer e revisor como pessoas separadas. Você paga por processo, contrato e previsibilidade. Para uma página de um serviço costuma ser excesso; para uma empresa com várias aprovações internas, é o único formato que funciona.

O que forma o preço

Peça a lista abaixo em qualquer orçamento. Com ela, propostas de valores diferentes ficam comparáveis em dois minutos.

  • Estrutura: quais blocos, em que ordem, com que objetivo.
  • Textos. Se quem escreve é o profissional, isso é boa parte do orçamento. Se é você, o preço cai e o prazo do seu lado sobe.
  • Layout: modelo pronto, modelo adaptado ou desenho do zero. Entre o primeiro e o terceiro há dias de trabalho.
  • Responsivo: celular, tablet, desktop. Deveria ser padrão — confirme que é.
  • Formulário e para onde os pedidos vão: e-mail, WhatsApp, CRM.
  • Publicação: domínio, hospedagem, SSL, analytics.

O que quase nunca está no orçamento

  • Domínio: alguns reais por ano, pagos ao registrador, não a quem fez o site.
  • Hospedagem: a partir de poucos reais por mês para uma página.
  • Fotos. Banco de imagens é grátis; fotos da sua equipe e do seu trabalho são serviço de fotógrafo.
  • Anúncios. Uma página sem tráfego não gera pedido, e o orçamento de mídia costuma passar o custo do site já no primeiro mês.
  • Ajustes depois do lançamento. Pergunte quantos estão incluídos e o que conta como ajuste.

Como saber se o preço é honesto

Sinais que aparecem antes de qualquer contrato.

  • Existe um número ou uma faixa. "Depende do projeto" para uma página simples é uma forma de descobrir o seu orçamento antes de dizer o dele.
  • Está claro o que entra e o que não entra.
  • Existe prazo — não "rápido", e sim "a partir de dois dias com os textos prontos".
  • Existem trabalhos anteriores que abrem e funcionam.
  • Alguém perguntou para onde os pedidos devem chegar. Quem não pergunta isso está entregando uma imagem, não uma ferramenta.

E o sinal contrário: preço muito abaixo de tudo sem explicação. Se o site custa menos que duas horas de trabalho, algo foi cortado — normalmente os textos e o caminho do pedido até você.

Por onde começar sem orçamento definido

A ordem que economiza dinheiro: monte um rascunho grátis, abra no celular, mostre para duas ou três pessoas parecidas com seus clientes. Depois disso a conversa com qualquer profissional muda de tom — você já sabe quais blocos quer, o que precisa estar escrito e onde não vale a pena gastar.

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